Prêmio Shell homenageia Bárbara Heliodora, a maior crítica da história do teatro brasileiro
Bárbara Heliodora, a língua mais ferina e respeitada da crítica teatral brasileira, foi a grande homenageada da 24ª edição do Prêmio Shell de Teatro.
A premiação reuniu atores, diretores e profissionais no Jockey Club, na Gávea, Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (13).
Criado em 1989, o prêmio é considerado referência nos palcos brasileiros.
Alem da homenagem especial à crítica, foram dez premiados em nove categorias: autor, diretor, ator, atriz, cenário, iluminação, música, figurino e especial. Isso porque a categoria especial teve dois premiados.
Os vencedores receberam um troféu em forma de concha dourada – o símbolo do prêmio – e R$ 8.000.
Bárbara Heliodora, crítica do jornal carioca O Globo, tem 88 anos e completa 54 anos de carreira.
Fernanda Montenegro leu um longo texto em homenagem à crítica teatral, sua amiga há mais de 50 anos.
Muitos presentes não aplaudiram ao fim do texto – talvez pelo tom muitas vezes ácido com que Heliodora faz suas críticas.
Bárbara Heliodora agradeceu o prêmio e se disse muito feliz pelos 54 anos de carreira.
– Sou uma privilegiada por poder trabalhar fazendo aquilo que mais gosto: ir ao teatro.
(Com reportagem de Rafael Cavalcanti)
- Bárbara Heliodora e Fernanda Montenegro trocaram figurinhas – Foto: André Muzzel/AgNews
Veja a lista completa dos vencedores:
Autor – Felipe Rocha, por Ninguém Falou que Seria Fácil
Direção – Cristiane Jatahy, por Júlia
Ator – Charles Fricks por O Filho Eterno
Atriz – Dani Barros por Estamira – Beira do Mundo
Cenário – Fernando Mello da Costa por Um Coração: Fraco
Figurino – Gabriel Villela por Crônica da Casa Assassinada
Iluminação – Maneco Quinderé por Palácio do Fim
Música – Marcelo Castro por Um Violinista no Telhado
Especial – Teatro Tablado pelos 60 anos de atividade e Marcia Rubin pela direção de movimento dos espetáculos Escola do Escândalo, O Filho Eterno, A Lua vem da Ásia e Outside: Um musical noir.
Atriz – Dani Barros por Estamira – Beira do Mundo
Merecido, uma bela homenagem a maravilhosa ESTAMIRA, que hoje está invisível.