Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Espetáculo Gólgota Picnic, da Cia. La Carnicería, da Espanha, integra a programação da MITsp com direção de Rodrigo García; a peça tem 25 mil pães espalhados pelo palco como cenário – Foto: Davir Ruano
Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Teatro do bom grátis
A 1ª MITsp, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, começa neste sábado (8) e vai até o dia 16 com 11 peças internacionais gratuitas em vários palcos de São Paulo. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão. Nesta sexta (7), tem sessão exclusiva para convidados da peça Sobre o Conceito de Rosto no Filho de Deus, dirigida pelo italiano Romeo Castellucci. Outro destaque é a espanhola Gólgota Picnic, que tem 25 mil pães como cenário. Veja a programação completa!
Fomento
Saiu nesta sexta (7) a lista dos contemplados pelo Fomento ao Teatro de SP. Veja quem levou.
Hoje tem marmelada!
A Cia. Nau de Ícaros segue a ocupação no Sesc Pompeia, em São Paulo. Neste fim de semana, apresenta Os Artistas, com dois palhaços que divertem pais e filhos. No sábado (8) e domingo (9), às 17h.
Agenda Cultural da Record News
Tchau
A peça Bola de Ouro faz sua última sessão no Teatro Faap nesta sexta (7). A direção é de Marco Anônio Braz. A montagem é o primeiro texto do francês Jean-Pierre Sarrazac encenado no País. No elenco, estão Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luiz Amorim e Carolina Gonzalez. Última chance.
Poetinha
Já está tudo no ponto para a estreia da peça Vinicius de Vida, Amor e Morte, da Cia. Coisas Nossas de Teatro. É logo mais, na noite desta sexta (7), no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, onde ficam em temporada até o fim do mês, sempre aos fins de semana. Dagoberto Feliz está todo prosa em dirigir o projeto. Salve, Vinicius!
Refestança 1
A festa Stapafúrdya, que anda fazendo sucesso entre a classe teatral, promete abalar as estruturas do Hotel Cambridge, no centro paulistano, na noite desta sexta (7). A balada vai celebrar os 25 anos do grupo Os Satyros, que estreia novo projeto no sábado (8), E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias. Leia entrevista exclusiva com o diretor Rodolfo García Vázquez sobre os espetáculos.
Refestança 2
No alto-falante da Stapafurdya “swings quentes tropicais e brasilidades com excitantes batidas”. O ingresso antecipado é R$ 20, na lista é R$ 25 ([email protected]) e na porta sem lista custa R$ 30. A produção pede a quem deseja frequentar a festa ir “com leves e poucas roupas e, se desejar, fique sem também: o mais importante é que venha sem pudor e sem vergonha de ser feliz”. Recado dado.
Quem perguntou?
O ator e escritor Daniel Viana, que já foi eleito Muso do Teatro R7, resolveu se vestir de Shirley Temple no Carnaval em homenagem à eterna atriz-mirim de Hollywood que morreu neste ano. Ao vê-lo fantasiado, uma amiga sem nenhum senso de humor vociferou seu preconceito: “Vi você vestido de mulherzinha no Carnaval. Acho horrível essas coisas”. Virou ex-amiga, é claro.
Sem lenço, sem documento
A atriz cearense Georgina Castro se jogou tanto na folia paulistana que terminou o Carnaval sem celular, chave de casa, identidade e cartão do banco. É que algum maldito espertinho aproveitou a muvuca para levar tudo. Mundo cruel.
Existe amor em SP
Georgina Castro escreveu para a coluna para contar que acharam sua carteira e devolveram seus documentos e os cartões também. Ufa!
Game over
Um amigo do ator Ed Moraes estava tão animado para ir curtir um bloco que deletou boa parte do que havia no computador do moço durante um dos esquentas para a folia. Ed entrou em desespero. Com razão.
Etiqueta carnavalesca
A coluna aproveita a onda foliã para estabelecer sete princípios de etiqueta carnavalesca que fariam bem a todos: 1º – Jamais reconheça um colega fantasiado, a menos que ele lhe cumprimente espontaneamente. 2º – Jamais comente de forma pejorativa a fantasia do amigo, lembre-se que Carnaval é época de deixar a caretice de lado. 3º – Jamais mexa no computador de seu amigo se estiver bêbado. 4º – Jamais leve todos os documentos e cartões de banco para a folia. 6º – Não fique se fotografando no bloco a cada instante. Tente vivê-lo. 6º – Não fique fotografando as outras pessoas do bloco, deixe as pobrezinhas curtirem o Carnaval em paz e sem chance de registro daquele momento lúdico para a posteridade. 7º – Se você não curte o Carnaval e prefere ficar no Facebook patrulhando a vida alheia, se esconda no meio do mato e desfrute sozinho de sua amargura.
Viver a vida
Alexandra Richter, que está no ar na TV em Malhação, estreia nesta sexta (7), às 21h30, a comédia Minimanual de Qualidade de Vida. Ela faz sátira às palestras de autoajuda. Daniela Ocampo dirige a obra, que escreveu junto de Ana Paula Botelho.
Chumbo grosso
O Sesc Consolação fará a partir de 11 de março uma série de debates sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Inscrições no site da instituição.
O drama de Ivam
Ivam Cabral quer retomar sua temporada de bafos no Facebook. É que o atore e diretor da SP Escola de Teatro não tem vontade de guardar a língua na boca. Ele foi sincero: “A vida anda tão chata que se eu começar a utilizar o espaço no Facebook para reclamar do País e de tudo que me aflige, esse perfil vai ficar insuportável”. A coluna dá todo o apoio a Ivam de falar o que bem entender.

As fofas Mariana e Alice vestiram a camisa do Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Mariela Kapper/Reprodução
Vestindo a camisa
Mariela Kapper, amiga de Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba, resolveu vestir suas filhinhas, as fofas Mariana e Alice, com a camisa do evento que começa no próximo dia 25 de março. As pequenas são fãs do teatro desde que estavam na barriga da mamãe. Mariela conta que são verdadeiras artistas: “São atrizes desde muito cedo, pois aqui em casa todo dia tem drama para mamar, comédia ao acordar e tragédia na hora de dormir!”. A coluna já elegeu a linda dupla como as grandes musas do festival. São umas gracinhas, né?
Eu voltei
A peça Sala de Espera, dirigida por Thiago Franco Balieiro com a turma do Eco Teatral, volta ao cartaz nesta sexta (7), no Espaço dos Parlapatões, em São Paulo. No elenco, Chico Ribas, João Attuy, Luís Gustavo Luvizotto, Paulo Balistrieri e Rafael Lozano. Ficam por lá até 30 de maio, sempre às sextas, às 21h. O ingresso custa R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada. Ah, no sábado, no mesmo lugar à meia-noite, o grupo apresenta a peça Edgar. O valor da entrada é o mesmo também. Vai, gente.

Inspirada em Kafka, peça Sala de Espera está de volta no Parlapatões às sextas – Foto: Giorgio Donofrio
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Sem dúvida, não sei aonde irá parar esse culto ao hedonismo. Algumas pessoas – não todas – parecem querer chocar simplesmente por chocar. Só que essas agendas obscuras não podem ser impostas. Da mesma forma que a ditadura é maléfica, o total hedonismo também é. A sociedade que mais se aproxima da ideal é a sociedade harmônica. E, para a paz social existir, é preciso haver regras.
Sobre o espetáculo com pães, muito sinceramente espero que esses pães sejam cenográficos. Ontem estava conversando ontem com uma amiga sobre a fome em diversos países e simplesmente não consigo (e principalmente não quero) deixar comida no prato quando sei que o que pode ser “resto” para mim poderia significar a refeição do dia para outro.
Admiro e respeito a boa Arte, mas sou contrário ao uso de alimentos. Penso que podem ser confeccionados e usados alimentos cenográficos, até porque isso propiciará geração de emprego e renda para os profissionais da Cenografia e áreas relacionadas.