Rapidinhas teatrais: Conheça Nair Bello e Lolita Rodrigues do musical Hebe

Hebe, O Musical: Renata Brás é Nair Bello, Renata Ricci, Lolita Rodrigues – Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Melhores amigas
As xarás Renata Brás e Renata Ricci serão, respectivamente, Nair Bello e Lolita Rodrigues, em “Hebe, O Musical”, que estreia em 12 de outubro no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Como todo mundo sabe, Lolita e Nair eram as melhores amigas de Hebe. Juntas, faziam um trio impagável.

Currículos
Renata Brás, a Nair Bello, é atriz, bailarina e cantora e já fez musicais como “Splish Splash”, com direção de Wolf Maya. Já Renata Ricci, a Lolita Rodrigues, é atriz, cantora e bailarina e já atuou em novelas como “Boogie Oogie”, na Globo, além de fazer o show de sucesso “Frech Kiss”.

Comando
A direção de “Hebe, O Musical” é de Miguel Falabella, com texto de Artur Xexeo. Os ensaios correm em ritmo intenso em São Paulo. A obra tem coreografias de Fernanda Chamma, jurada do programa “Dancing Brasil”, de Xuxa. Poderosa.

Carol Costa e Débora Reis vivem Hebe na juventude e maturidade em “Hebe, O Musical” – Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Estrela
Débora Reis viverá Hebe Camargo na fase adulta e mais madura, já Carol Costa interpretará a apresentadora nos tempos de adolescência. Responsabilidade e tanto.

Turma grande
O elenco de “Hebe, O Musical” tem ao todo 21 atores. Além de nove músicos na orquestra e 30 técnicos envolvidos. Superprodução.

Bruna Guerin, Jarbas Homem de Mello, Claudia Raia e Reiner Tenente estão no musical “Cantando na Chuva” – Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Rindo à toa
Com mais de 60 mil ingressos já vendidos para seu musical “Cantando na Chuva” no Teatro Santander, Claudia Raia tomou uma decisão nesta semana: vai prorrogar a temporada até 17 de dezembro. Faz bem.

Grandiosidade
Os números de “Cantando na Chuva” são todos grandiosos: 30 atores, 14 músicos, 8.000 litros de água aquecida para a famosa cena, 120 profissionais envolvidos, 70 perucas, 23 itens de cenário e 360 figurinos. Ufa.

Carol Hubner, no camarim de “Enquanto as Crianças Dormem”: ela também está na comédia “Amor, Humor, O Resto É Bobagem” – Foto: Silvana Garzaro

Disputada
A atriz Carol Hubner está marcando presença nos palcos paulistanos em dose dupla. Às sextas, 21h, no Teatro Viradalata, pode ser vista como a ingênua Kelly, atendente de lanchonete que sonha em ser estrela da Broadway no antimusical “Enquanto as Crianças Dormem”. Já aos sábados, 21h, e domingo, 19h, está no palco do Teatro Jardim Sul, na pele da socialite Nicole, na comédia “Amor, Humor, O Resto É Bobagem”. Danada.

Alta tensão
A peça “11 Selvagens” estreia nesta sexta (22), no Teatro Pequeno Ato, às 21. Reúne 11 atores em 11 situações onde as pessoas perdem o controle, sob direção de Pedro Granato. Todo cuidado é pouco.

A atriz Cléo De Páris – Foto: Bob Sousa

Nem tudo são flores
Cléo De Páris, a atriz, foi ver a nova peça da espanhola Angélica Liddel, “Gênesis, 6: 6-7”. Saiu assombrada.

Atores ficam nus em “Ofélia/hamlet rock\Machine” – Foto: Instante Imagem/Divulgação

Nu com a mão no bolso
Depois de apresentações pelo interior de São Paulo, a Cia de Teatro de Riscos, está na capital com “Ofélia/hamlet rock\Machine”. Com direção de Carlos Canhameiro, a peça faz parte da programação da mostra Teatro de Contêiner Convida Carlos Canhameiro, mas cumprirá temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Despidos de roupas e de qualquer elemento que classifica e padroniza as pessoas na sociedade, o grupo encarou o desafio de levar para os palcos uma reflexão atualizada de Hamlet Máquina, peça icônica do dramaturgo alemão Heiner Müller. Coisa fina.

Suzy Rêgo e Eduardo Martini estão na divertida comédia “Até Que o Casamento Nos Separe” – Foto: Claudia Martini/Divulgação

Tem mais
Eduardo Martini segue em cartaz no Teatro Itália com as comédias “O Filho da Mãe”, às sextas, e “Até Que o Divórcio Nos Separe”, aos sábados e domingos. Ele não para.

A todo vapor
Eduardo Martini já começou os ensaios de “Angel”, que ele dirige no Teatro Itália. A peça mostra um grupo de rapazes mergulhados em intrigas e disputa pelo poder. Estreia em 12 de outubro. Anotou?

Soco no estômago
“Nuremberg”, texto do dramaturgo uruguaio Santiago Sanguinetti, está em cartaz até 1º de outubro no Centro Compartilhado de Criação:sábado, 20h, e domingo, 19h. O monólogo com Osmar Pereira sob direção de César Maier etrata um jovem neonazista se preparando para um atentado.

Neofascismo
“Nuremberg” apresenta nomes de pessoas brasileiras que sofreram algum tipo de violência, como o pedreiro Amarildo, a travesti Dandara, o índio Galdino e Claudia, a mulher arrastada por uma viatura policial no Rio de Janeiro. Mais atual, impossível.

Flávio Rodrigues: projeto sobre afetos com o Coletivo Negro – Foto: Divulgação

Ah, o amor
Flávio Rodrigues, que acaba de voltar da Angola, na África, comanda o novo projeto nos palcos do Coletivo Negro. Falará de afetos. O ator está promovendo encontros no seu apartamento com colaboradores, para começar o processo criativo da obra. Que bom.

Cantoria
O espetáculo musical “O Som e a Sílaba” estreia no Teatro Porto Seguro no dia 6 de outubro. Com texto e direção de Miguel Falabella, o musical foi concebido especialmente para Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. É que as duas cantoras atrizes têm registro lírico. Afinadíssimas.

O ator Lucas Allmeida em cena de “Pink Star”: em cima do salto alto – Foto: Andre Stefano/Divulgação

17 centímetros
O ator Lucas Allmeida está brilhando na pele da drag queen Katia Veroska em “Pink Star”, peça em cartaz no Estação Satyros, na praça Roosevelt, de quinta a sábado, às 21h, com direção de Rodolfo García Vázquez. Ele ficou espantado com a essa história de “cura gay”. “Seria um sonho se as pessoas que dedicam seu tempo em busca da cura gay, mudassem o foco para a cura da rinite, sinusite e calvície”, desabafa. “Enquanto isso não acontece, eu continuarei subindo no meu salto 17, três vezes por semana, dando força para a drag queen Katia Veroska, sendo o mais closeiro e viado possível”, avisa. Eita.