Zezé Motta lembra luta dos artistas negros no Dia Mundial do Teatro

A grande atriz Zezé Motta, verdadeira lenda do teatro, cinema e TV no Brasil e pioneira na batalha pela representatividade negra nas artes, fez um belo depoimento no último fim de semana sobre a luta dos artistas negros nos palcos nacionais.
Sua fala foi por conta do Dia Mundial do Teatro, celebrado no último sábado (27), feita a convite da SP Escola de Teatro e da MT Escola de Teatro, convite ao qual Zezé aceitou com toda a generosidade que lhe é comum, no intuito de dialogar e compartilhar um pouco de seu legado com as gerações futuras do teatro brasileiro.
A trajetória do negro é uma trajetória de luta. De luta e resistência. Mas os negros têm muita coisa para falar, que vão além de nossas pedras no caminho… Vida, família, arte, amigos, filhos, música! Nosso outro lado que o público precisa conhecer. A nossa trajetória de conhecimento e de vida”.
Zezé Motta, atriz e cantora

Zezé Motta, 76 anos, é uma das grandes atrizes e cantoras do Brasil. Ela também é ícone da cultura afro-brasileira e da militância pela representatividade negra nas artes.

Após estudar no Tablado, estreou no histórico Roda Viva em 1968, sob direção de Zé Celso para o musical de Chico Buarque com o Teatro Oficina. Depois, fez o lendário musical Hair em 1969.

Na década de 1970, se consagrou como cantora e também como estrela de cinema, ao protagonizar em 1976 o filme Xica da Silva, de Cacá Diegues. Ela também é musa da MPB, ao inspirar Tigresa, canção de Caetano Veloso.


Na TV, começou em Beto Rockfeller, na TV Tupi em 1968, e fez novelas marcantes como Corpo a Corpo (1994), A Próxima Vítima (1995), Xica da Silva (1996) e Sinhá Moça (2006).
Zezé Motta é uma das mais amadas e respeitadas atrizes do Brasil.
Editado por Miguel Arcanjo Prado
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo desde 2012 e o Prêmio Arcanjo desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por TV Globo, Grupo Record, Grupo Folha, Editora Abril, Huffpost Brasil, Grupo Bandeirantes, TV Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Foi coordenador da SP Escola de Teatro. Integra o júri do Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de SP, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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