Dramática 2021: Conheça as peças do 29º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade

Peças do MixBrasil têm sessões grátis no Teatro Paulo Eiró de 12 a 14 de novembro
Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Temas caros à comunidade LGBTQIA+ norteiam as cinco peças escolhidas pela curadoria Dramática, a seleção de peças oficiais do 29º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade. Ao abarcar as artes cênicas, o evento ultrapassa as fronteiras do audiovisual, valorizando espetáculos dentro de seu recorte temático.
As cinco residências — escolhidas entre 61 projetos inscritos — já são desenvolvidas em parceria com o Centro Cultural da Diversidade. Já as estreias serão entre 12 e 14 de novembro no Teatro Paulo Eiró (Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro) com entrada franca para público presencial e serão disponibilizadas a partir do dia 16 de novembro nas plataformas digitais do #MixBrasil (https://www.mixbrasil.org.br) e #CulturaEmCasa (https://culturaemcasa.com.br/).
O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade é um dos mais relevantes eventos da diversidade em todo o mundo. Sua 29ª edição será de modo híbrido, entre 10 a 21 novembro de 2021. O evento também traz na sua programação cinema, música, literatura, Labs, talks e outras manifestação artísticas.
Conheça os 5 projetos de teatro selecionados pelo 29º Festival MixBrasil
Ele
30′ #homemtrans #coisasdecasal #DR #corpasdissidenntes
Dois eles, um cisgênero e um transgênero, casados na vida real, se colocam num palco para juntos realizarem algumas ações e jogos performativos. São criadas imagens que remetem direta ou indiretamente a questões de sexualidade, gênero, existência e essência. Nesse percurso, surgem tensões, contradições e limites que suscitam reflexões acerca do que é um homem, um ele, ou o próprio masculino.
Dramaturgia: Oliver Olivia e Antonio de Paula Cunha
Direção: Oliver Olivia
Com Oliver Olivia e Lucas Miyazaki

O Que Resta?
50′ #pandemia #transição #indígena #mulhertrans #coisasdecasal
Atores e público se reencontram num teatro e dois amantes se reencontram num apartamento após dois anos em que estiveram distantes. Neste cenário, por meio do olhar transformado dos atores e das personagens, busca-se (re)conhecer os espaços e o outro.
Dramaturgia: Thiago Vilanova
Direção: Edson Thiago Rossi
Com Julie Pera e Thiago Vilanova
O Silêncio Anuncia o Grito ou Voz Bixa
45′ #gay #criançaviada #famíliaê #resistência
Entre as minhas lembranças de infância, meu comportamento afeminado foi constantemente repreendido. A adolescência me distanciava das meninas, com quem eu tinha maior intimidade, e não me aproximava dos garotos, que sempre apontavam uma estranheza em mim. Fui escondendo meu ímpeto viado pra ser um ‘menino normal’. A voz viada foi silenciada antes que ela aprendesse a falar. VOZ BIXA recria uma história buscando outros modos de enxergar narrativas hegemônicas sobre os corpos e performatividades dissidentes desde a infância, reconstruindo um universo de memórias que são ao mesmo tempo individuais e compartilhadas.
Dramaturgia, direção e com Marco Antonio Oliveira
Sobrevida
50′ #gay #hiv #memória
Ao revelar seu diagnóstico positivo para HIV, a personagem nos conduz por um passeio através de suas memórias e medos. Nesse trajeto, revive o conflito de compartilhar sua situação de risco com amigos, família e paixões e mostra como, o que até então era uma sentença de morte, se transforma em uma forma de confrontar o estigma de uma vida soropositiva. “A vida precisa nascer!”
Dramaturgia e direção: Jacques Machado
Com Lincoln Machado e Xandre Martinelli

Venganza: pega Homem?
60′ #abuso #trans #feminismo #corpasdissidentes #dança
Cansamos de ser culpadas pelas violências cometidas às nossas corpas, e não pagaremos com a mesma moeda. Nos fortaleceremos como sucuris, à espreita, prontas para dar o bote final! Experimento construído a partir de relatos pessoais de abusos sexuais vividos pelas próprias integrantes da Coletiva Verborrágika que denuncia a cultura do estupro estruturada pela sociedade cisheteropatriarcal. O compartilhamento desses abusos desloca o desejo de vingança para um processo de criação cênica com a House Of Besher.
Dramaturgia: Laís Efstathiadis e Wini Lippi
Direção: Dana Lisboa
Com: Laís Efstathiadis, Wini Lippi e Paulo Henrique dos Santos Silva
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Editado por Miguel Arcanjo Prado
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo desde 2012 e o Prêmio Arcanjo desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por TV Globo, Grupo Record, Grupo Folha, Editora Abril, Huffpost Brasil, Grupo Bandeirantes, TV Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Foi coordenador da SP Escola de Teatro. Integra o júri do Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de SP, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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