Belchior – O Musical leva vida e obra do gênio da MPB ao Teatro Bravos

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
O público de São Paulo tem a chance única de conferir o espetáculo que homenageia um dos grandes artistas da história da MPB! Belchior – O Musical, retorna aos palcos com novos textos e músicas para celebrar a poética do compositor cearense Antonio Carlos Belchior (1946-2017).
O ator e cantor Pablo Paleologo dá vida ao cantor cearense, enquanto o ator Bruno Suzano interpreta o Cidadão Comum, personagem recorrente nas canções de Belchior e de certa forma seu alter ego.
O musical conta com a direção de Pedro Cadore, que também assina a organização de textos ao lado de Cláudia Pinto. Mais do que sua biografia, a peça pretende mostrar ao espectador a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da Música Popular Brasileira.
A montagem faz um recorte de sua juventude através de uma dramaturgia formada por trechos de entrevistas do próprio cantor. Entrelaçando seus pensamentos acerca de um mundo desconcertado, revivemos apresentações de seu show em diversas fases da vida.
O espetáculo estreou em abril de 2019 no Teatro João Caetano/RJ e já foi aplaudido por mais de 20.000 pessoas em importantes teatros do Brasil.

Banda e hits
Acompanhando os dois atores, o musical conta também com a participação de uma banda ao vivo com seis músicos – Silvia Autuori (baixo/violino), Emília B. Rodrigues (bateria), Thomas Lenny (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) – que realizam músicas ao vivo. No repertório sucessos como: ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’.

Resgate de um ídolo
BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro marca o resgate de Antônio Carlos Belchior, trazendo à tona seu discurso ainda atual em relação a política brasileira. O cantor acreditava na potência transformadora da arte na vida das pessoas e diante de um cenário repleto de insegurança sobre o futuro, a voz desse belíssimo poeta se faz necessária para pensarmos um novo mundo.
Quem foi Belchior
O cantor e compositor Belchior nasceu dia 26 de outubro de 1946, em Sobral, norte do Ceará, e já no início da década de 70 veio para o eixo Rio-São Paulo tentar emplacar suas canções em festivais de música. O sucesso inicial aconteceu quando a cantora Elis Regina interpretou duas de suas músicas em seu espetáculo Falso Brilhante: “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais”. Belchior faleceu há dois anos, mas seus últimos dez anos de vida já foram de quase silêncio total para a mídia, com raras notícias, entrevistas ou shows.
“Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir! ”, celebram Camila e Mikael Henman Belchior, filhos do homenageado.
“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” é uma produção de R+Marketing em parceria com Projetos Incentivados e Cadore Produções, que promete trazer uma sessão de nostalgia aos fãs e aos que não conhecem sua poesia inigualável.
Belchior – O Musical
Temporada: de 4 a 21 de julho. Quintas, sextas e sábados, às 21h, domingos, às 19h.
Gênero: Musical
Duração do show: 80 minutos
Classificação Indicativa: livre
Ingressos: entre R$ 40 a R$ 120
INGRESSOS POPULARES – MEZANINO R$ 39 | R$ 19,50 (MEIA)
Ingressos pela Sympla!
HORÁRIO DA BILHETERIA:
De terça à domingo das 13h às 19h ou até o início do último espetáculo.
Formas de Pagamentos aceitas na bilheteria: Aceitamos todos os cartões de crédito, débito e dinheiro. Não aceitamos heques.
Local: TEATRO BRAVOS
Rua Coropé, 88 – Pinheiros
Complexo Aché Cultural, entre as Avenidas Faria Lima e Pedroso de Morais.
Abertura da casa: 1 horas antes de cada horário de espetáculo
Café no 3º andar
Capacidade da casa: 611 lugares
Acessibilidade para deficiente físico e obesos
Estacionamento: MultiPark – R$ 39,00 (até 3 horas)
FICHA TÉCNICA
Direção: Pedro Cadore
Direção de Produção: Rodrigo Medeiros, Pedro Cadore e Well Rianc
Dramaturgia: Cláudia Pinto e Pedro Cadore
Elenco: Bruno Suzano e Pablo Paleólogo
Banda: Emília B. Rodrigues (bateria), Rico Farias (violão/guitarra), Silvia Autuori (baixo/violino) e Thomas Lenny (teclado)
Direção Musical: Pedro Nêgo
Iluminação: Rodrigo Belay
Figurino: José Dias
Gestão de Marketing e Mídia: Rodrigo Medeiros (R+Marketing)
Programação Visual: Nós Comunicação
Produção Audiovisual: JL Studio
Assessoria de imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho)
Assistente de Produção: Rafael Barcellos
Produção: Riatti Produçoes
Realização: R+Marketing e Cadore Produções Artísticas
Patrocínio: Infraero Aeroportos
Apoio: Ministério da Cultura, Lei de Incentivo à Cultura
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Editado por Miguel Arcanjo Prado
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo desde 2012 e o Prêmio Arcanjo desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por TV Globo, Grupo Record, Grupo Folha, Editora Abril, Huffpost Brasil, Grupo Bandeirantes, TV Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Foi coordenador da SP Escola de Teatro. Integra o júri do Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de SP, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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