★★★★ Crítica: Terra sem Acalanto é destaque no Festival de Curitiba com drama do crime ambiental em Minas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Enviado especial ao Festival de Curitiba
Por JOÃO SCHELBAUER
Enviado especial ao Festival de Curitiba
O espetáculo mineiro Terra sem Acalanto faz parte da mostra Fringe do 33º Festival de Curitiba com sessão esgotada, apresentado no Teatro Novelas Curitibanas.
Prestigiada e aclamada pelo publico, a obra foi vista pelo Blog do Arcanjo. Peça da Companhia de Teatro Sala de Giz, a obra se destaca pela profundidade e sensibilidade, com uma proposta sentitiva em sua apresentação ao tratar da tragédia resultado do crime ambiental de Mariana, em 2015, quando a represa da mineiradora Samarco se rompeu.
Por meio de uma trama que se passa em um interior fictício de Minas Gerais, a peça explora temas como fé, justiça e resiliência, colocando em cena um coveiro que encontra sobreviventes em meio a uma catástrofe causada pela lama.
A encenação mistura referências culturais mineiras com influências da ancestralidade indígena e afro-brasileira, proporcionando uma experiência teatral imersiva e de forte carga emocional.
A dramaturgia de Felipe Moratori, aliada à direção de Tatiana Henrique, cria uma atmosfera poética e reflexiva, que convida o público a ponderar sobre a perda, a reparação e a reconstrução após uma tragédia de grande escala.
O elenco, composto por Bruno Quiossa e Felipe Moratori, entrega performances intensas, que enriquecem a proposta da peça, ao mesmo tempo em que desafiam as barreiras tradicionais do teatro, com interações diretas com o público, criando uma proximidade com o espectador.
Terra sem Acalanto se destaca não apenas pela sua relevância temática, mas também pela maneira como consegue combinar uma pesquisa cultural profunda com uma dramaturgia sensível, tornando-se uma reflexão sobre a capacidade humana de resistência e transformação diante das adversidades.
A companhia Sala de Giz, desde sua fundação, tem se consolidado como um polo cultural importante em Juiz de Fora, e com este espetáculo de sucesso no Festival de Curitiba reafirma seu compromisso com a arte que provoca e mobiliza o público.
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Editado por Miguel Arcanjo Prado
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo desde 2012 e o Prêmio Arcanjo desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por TV Globo, Grupo Record, Grupo Folha, Editora Abril, Huffpost Brasil, Grupo Bandeirantes, TV Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Foi coordenador da SP Escola de Teatro. Integra o júri do Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de SP, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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